Mesa Temática 2

Experiência Estética, Cultura e Formas Identitárias

 

O círculo virtuoso da narrativa e a experiência jornalística
(Profa. Ms. Luciana Quierati/Unesp)
Pensando-se a comunicação como experiência estética, do receptor enquanto sujeito da produção de sentidos, podemos entender que o leitor, quando lê uma reportagem, tem seu horizonte a respeito das coisas fundido ao horizonte da história contada, segundo sua interpretação, chegando, assim, a uma nova visão de mundo. Ele sai modificado dessa experiência. Como afirma Jacques Rancière, o leitor “compõe seu próprio poema com elementos do poema que tem diante de si”. Trata-se, portanto, de um processo participativo, do qual o jornalista se associa também enquanto leitor. “Porque estamos no mundo e somos afetados por situações, tentamos nos orientar nele pela compreensão e temos algo a dizer, uma experiência para trazer para a linguagem e para compartilhar”, diz o teórico francês Paul Ricoeur, cuja teoria baseou o estudo em nível de mestrado “Dorrit Harazim e o ofício de contar histórias: a prática do jornalismo narrativo e o processo de representação”, que trata dessa abordagem. A narrativa jornalística é fruto de um lugar social, da experiência cotidiana, e sua eficácia é alcançada quando a interpretação a extrapola, se materializando no contexto de quem a lê. O jornalista é o receptor que, embebido no conhecimento de narrativas lidas e ouvidas, vai narrar suas histórias, compondo um círculo virtuoso de partilha, tema da explanação ora proposta.

O Território Criativo Subalterno da Música e a Sociedade Midiatizada
(Prof. Ms. Solon Barbosa Veloso Neto/Unesp)
Um olhar sobre a Economia Criativa e como ela se insere no contexto brasileiro através dos territórios criativos subalternos. Uma discussão sobre o Bios Midiático brasileiro e seus elementos de divisão social através de territórios criativos musicais, levando em conta a categoria estética em que se inserem e a importância organizativa que lançam ao futuro.

A nova face do terror: um olhar sobre a matriz estético-midiática da propaganda audiovisual do Estado Islâmico
(Profa. Ms. Ana Carolina Costa/Unesp)
A propaganda audiovisual do Estado Islâmico (EI) nos instiga a olhar para as produções do grupo, que emergem como um marco divisório entre as novas e velhas práticas do jihadismo global, como fruto de um fenômeno basilar: a apropriação cultural na contemporaneidade já não opera num sentido único. Mais do que nunca, ela comporta-se como uma raiz que se ramifica sob o solo midiatizado das mais diversas culturas e, nesse processo, carrega heranças que impregnam o imaginário e o “modo de ver” de populações inteiras. E é justamente isso que dá a uma organização como o EI as ferramentas necessárias para edificar um arsenal simbólico que ressoa com tanta força códigos audiovisuais que podem ser apreendidos por diferentes audiências. Principalmente quando esses códigos acionam com precisão as engrenagens das estéticas realistas que aguçam os argumentos que intensificam a disputa em torno da conceituação da realidade social no mundo atual. A pesquisa de Mestrado “A nova face do terror: uma interpretação da propaganda audiovisual do Estado Islâmico como fenômeno cultural na era da midiatização” nasce nesse contexto e se propõe a fazer um mapeamento dos vídeos produzidos pela Al Hayat Media Center, produtora do Estado Islâmico especializada na produção de conteúdos em inglês e idiomas europeus. A partir disso, identifica características dessas produções que nos permitem traçar pontos de conexão para agrupá-las em grandes categorias (marcas) que mostram como conservam traços da cultura audiovisual contemporânea.

Comentários: Prof. Dr. Mauro de Souza Ventura (Unesp)
Mediação: Profa. Dra.Kênia Freitas (Unesp)

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