Mesa Temática 3

Narrativas, Experiência Estética e Midiatização

 

Hibridações estéticas contemporâneas: o potencial das imagens complexas
(Profa. Dra. Márcia Costa/Unesp)
Das mesclas entre linguagens, como o cinema e a fotografia, surgem conceitos como o entre imagens, as passagens. Essas misturas traçam uma ampla discussão entre o real e o ficcional, que serão abordadas na apresentação.

Mediações de ritualidade no Gshow e Globo Play
(Prof. Ms. Luís Enrique Cazani Júnior/Unesp)
O Grupo Globo vem promovendo o relacionamento entre a televisão e a internet desde a virada do século XXI, esbarrando em entraves tecnológicos, na penetrabilidade da banda larga e em tendências internacionais que surgiram no período, como YouTube e Netflix, através de serviços de streaming com diversas denominações que demarcam sua evolução: Globo Media Center (GMC), Globo Vídeos, Globo.TV, Globo.TV+, Gshow e Globo Play. Partindo desse pressuposto, o trabalho apresenta mediações comunicativas de ritualidade (Martín-Barbero, 2002) vislumbradas no acesso fragmentado e sob demanda no Gshow e no Globo Play. A título de ilustração, foram utilizadas as telenovelas Avenida Brasil (2012) e Tempo de Amar (2017), além da minissérie Justiça (2016). Entre as operações encontradas, estão: recebimento fracionado ou integral de capítulo ou de episódio; o consumo contínuo e intenso por meio de maratonas; a recuperação de cenas perdidas durante o rito clássico; a reassistência de eventos já vistos na veiculação tradicional; a assistência da história sem qualquer contato com a exibição no fluxo; e a opção de fruição a partir da seleção de tramas ou personagens, aproveitando o ambiente hipertextual. Em um trabalho minucioso de coleta de dados, de vídeo em vídeo, de página em página, foi possível resgatar os rastros deixados pelos internautas, capazes de informar dias e tramas de maiores assistências entre as apresentadas, além da eficácia do gancho.

Circuitos perversos – as perversões como experiência estética na comunicação

(Prof. Ms. Muriel Amaral/Unesp)

A pesquisa tem como princípio o conceito de banalidade do mal, desenhado por Hannah Arendt, enquanto força motriz do circuito de perversões na comunicação. Para a autora, o mal é sintoma da ausência de pensar e reflexão e pode se alastra enquanto questão moral. Assim, sob essa ideia, a comunicação pode fomentar discursos e práticas perversas a partir de mediações com sujeitos comuns, como aconteceu com o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os discursos midiáticos, na verdade, não são apenas tecnologias de poder, mas também, sintomas das práticas culturais de um recorte no tempo e no espaço que é produzido e produz outras práticas ao longo da ressonância no ambiente em que circula.

Comentários: Profa. Dra. Ana Sílvia Médola (Unesp)

Mediação: Prof. Dr. Laan Mendes de Barros (Unesp)

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